Não há nada que nos remeta tanto ao novo quanto o cheiro. Cheiro de roupa nova, de lugar diferente, de ambiente desconhecido ou até mesmo de pessoas novas. Primeiras experiências têm cheiros e gostos singulares, e são incomparáveis.
Embarcando no sonho o qual nós mesmos acreditamos - na reciprocidade - de acreditarmos em nós mesmos, existe aqui uma linha tênue entre o medo x vontade de cheirar a novidade. Mas uma vez saboreado, eu pergunto: há como descrever um cheiro?
O tamanho do pacote é simbólico próximo a bagagem de que o novo cheiro lhe proporciona: pontos de vista, novos horizontes, receitas, aromas pelos quais você é seduzido e quer fazer seduzir. De fato, são singulares e nem todos agradam: mas o que seriam dos bons cheiros se não existissem os malditos odores?
"Ver com o meu próprio nariz" publicitário e curioso o Festival de Puplicidade e Propaganda em São Paulo este ano foi como apreciar apenas de longe um prato de qualquer culinária cheia de apetrechos, temperos e segredos: pelo cheiro. Lugar onde cozinheiro de macarrão instantâneo pode ser Chef faz com que certos acordem e sintam as novas possibilidades. Vontades de novos sabores. Novas idéias que vêm com apenas uma simples e profunda respiração: sinta o cheiro da oportunidade.
Apreciando desta forma lenta porém sedutora, há de se aprender como fazer, criar os próprios segredos. Afinal, nós sabemos que depois de uma vez aprendido, sentir o "aquele" cheiro indescritível "daquele" prato dentro da própria casa satisfaz tanto quanto poder saboreá-lo.
MEDIOCRIDADE TEM CURA!Mas ao oposto das outras doenças da vida, você só é medíocre caso queira. Uma vez que tentar não ser, medíocre já não será. É fácil tentar. Tente. É comprovado: o homem é cinqüenta por cento genes, cinqüenta por cento meio-ambiente. Nada pode ser feito caso você não seja favorecido geneticamente em algum aspecto, mas você pode fazer de tudo para melhorar sua relação com o restante do mundo, aproveitando o que há de melhor nele. E vice-versa. Não estou dizendo que será fácil mas por acaso é fácil dançar o Créu na velocidade cinco?
Comece dando um fim a tudo que lhe parecer mediano. Não se esqueça: ser medíocre é mais cômodo. Então fuja do "ah, todo mundo gosta, por que eu não vou gostar?” Você não vai gostar porque você merece melhor. Porque ser medíocre é viver a sombra da existência. Feliz por ser mais um igual. E, por menor que seja, só a diferença faz a diferença.
A luta é uma constante, mas compensa, pois de mesmice os mesmo se vão.

Não são somente os propulsores que sustentam a armadura do Homem de Ferro, a mais nova adaptação de quadrinhos da Marvel que acaba de aterrisar nas locadoras e lojas do país em DVD, a ótima atuação de Robert Downey Jr. ostenta o personagem Tony Stark, um bilionário inventor de armas da empresa que herdou do pai e que fornece os mais pesados e modernos armamentos para o governo norte-americano.
Após testar uma nova arma, Stark é sequestrado por afegãos e com sua capacidade criativa constrói uma armadura proveniente de sucatas, assim obtendo êxito em sua fuga. Já de volta aos Estados Unidos, descobre um plano maléfico e assim decide voltar a usar sua armadura aperfeiçoando-a e tentando salvar o mundo.
Soa como apenas mais um longa vindo das histórias em quadrinhos, mas está longe disso. Homem de Ferro já faz parte de um novo nível de adaptações de super-heróis, assim como o Cavaleiro das Trevas. Lançar teias, voar, ter garras, super-visão, super-força e "super-outras coisas" já não saciam o público como antes - é preciso enredo, boas atuações e ótima direção.
Ao lado de Downey Jr. estão Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado) como a secretária e ajudante de Stark - sim, todo super-herói que se preze tem um ajudante, Terrence Howard (Ritmo De Um Sonho) como um militar amigo de Stark e Jeff Bridges (A Conspiração) sendo o braço direito de Tony nas Indústrias Stark.
E ainda há muito mais para se vingar, basta conferir logo após os créditos.
Site oficial: http://www.homemdeferro.com.br/
[trailer de cinema]
http://www.youtube.com/watch?v=vhgzIM-9lfA
Tags: cinema
Les Chansons D'amour
de Cristophe Honoré
Num primeiro momento não me chamou muita atenção, veja bem: cinema francês plus musical - confesso que até então eram dois pontos super negativos para mim.
Mas depois que assisti só me fez querer conhecer mais desse produtor, que possui outros trabalhos que à primeira vista parecem ser tão interessantes quanto. Nunca vi "Ma Mére" nem o tão elogiado "Dans Paris" , e agora digo com certeza que estou perdendo o que me espera nesses filmes!
No “Canções”, Cristophe Honoré se revela como um diretor atento e criativo, cujo discurso atinge em cheio quem realmente está afim de ouvir. Tudo que sai do filme é prova viva disso. Uma dica, se você assistir ao trailer e ainda assim se sentir na defensiva, baixe a guarda, pois o que te espera em todos os segundos do filme pode te surpreender completamente.
O filme trata basicamente de um triângulo amoroso formado pelos personagens Ismael, Julie e Jeanne, a trama se desenvolve com seus contratempos até a chegada do Jovem Erwann, que balança o relacionamento do threesome (daí cabe a você assistir para que eu não revele mais nada aqui e acabe perdendo a graça).
Honoré trata com o mais meticuloso cuidado tudo que é exibido na tela. Os personagens, as canções, os cenários, tudo se completa e define os rumos do filme (muita atenção ao trecho do anjo da praça da Bastilha, pois é um divisor de águas no enredo, o que pra mim foi incrível, uma estátua da praça que se define como uma personagem e guia os rumos da história, auxiliada pelas pessoas e pelas condições climáticas, rs).
E depois disso tudo o filme nos puxa pra dentro dele e nos faz querer cantar alguns trechos das canções de nossas próprias vidas.
Os atores são competentes, com especial atenção ao triângulo original: Louis Garrel, Ludivine Sagnier e Clotilde Hesme.
Chiara Mastroianni, Grégoire Leprince-Ringuet e Brigitte Roüan também se evidenciam, embora de um jeito mais leve quando comparado com a intensidade dos primeiros. As suas interpretações musicais são sentidas ao menor diálogo, com especial enfoque para o "Si tard" de Ludivine Sagnier, numa das cenas mais emotivas do filme.
Sobre o enredo, ainda não conheci ninguém que o desvende por completo. E essa é a alma do projeto. Num retrato sobre o cotidiano, num ambiente urbano, o inesperado vive a cada esquina e a cada pessoa com que se cruza. A moral da história deixa de existir e cada um define a sua vida. As pessoas são pessoas e caracterizam-se por si, conquistando o seu espaço, e dando-se ao outro. O amor vive nas ruas de Paris para quem quiser encontrar, receber, abraçar e cantar "Eu te amo".
Não pense que você vai encontrar no “Canções” mais um daqueles típicos filmes franceses onde tudo é confuso e tudo é música e choradeira (rs), pelo contrário, ele mostra um lado muito interessante da juventude francesa, onde podemos observar de perto um pouco da vida dessas pessoas, seus conflitos internos, o que fazem pra se divertir e quais são suas crenças.É um filme onde a alegria se confunde com a tristeza, e a honestidade de cada letra inspira o espectador para a sua caminhada de volta a vida real.
Honestamente, para mim, uma das maiores surpresas dentre os que vi esse ano, e com toda a certeza um dos melhores filmes feitos ultimamente.
“Love me less... but love me a long time.” (Erwann - Grégoire Leprince-Ringuet)
Les Chansons D’amour - http://www.youtube.com/watch?v=6rb78k72vGE
Dans Paris - http://www.youtube.com/watch?v=hx73Pw0yA9s
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